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Mostrando postagens de março, 2025

Mãe

No próximo domingo (4º Domingo da Páscoa) celebraremos o dia das mães juntamente com um Conclave, que para a Igreja acaba simbolizando a Coroação da Mãe de Deus nos Céus (Rosário - 5º Mistério Glorioso), para um novo tempo. E as leituras do 4º Domingo da Páscoa, vêm nos apresentar esta Igreja do novo tempo, a Igreja do Pastor, que não faz acepção de pessoas... a Igreja de todos que nos falou São Paulo: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’” (Atos 13,46-47 - 4º Domingo da Páscoa - 07 mai. 2025). Nos últimos tempos a Igreja vem sofrendo turbulências de fé diante dos apelos do mundo que clama por uma Igreja moderna, cuja liturgia deve ser feita de acordo com os perfis sociais, assim se propõe que a Igreja cultue por exemplo: o deus ...

Com a consciência limpa

 O sistema social atual apresenta uma forma de inclusão de certa forma qualitativa, porque ele cria uma acepção pessoal de cada um, julgando a pessoa se ela é produtiva, se é consumidora, se está de acordo com as regras profissionais, morais e econômicas. Com isso, profissionalmente, todo dia, cada um tenta dar o melhor de si no seu trabalho, mas sempre enfrenta um rigor de julgamento muito forte por chefias e colegas, com críticas que relevam mais os erros e seus limites humanos, e em nosso interior, sentimos que nossa dignidade foi ignorada.  Nas questões morais, não se tem uma referência à Sabedoria, mas, às regras  do "politicamente correto", que no nosso entendimento seria o mesmo que "no meu entendimento estou sendo justo". Essa política traz éticas engessadas  por canaletas ou dutos, que lembram as galarias de esgotos, grandes, com retas agudas e inflexíveis, que chamam de compliance. Em suas éticas de compliance embora politicamente declarando a importancia...

Recebendo a tua casa

Quando foi que ouvimos Deus falar em nossos corações: "tire as sandálias, porque você está em um lugar sagrado"? Poderíamos responder: muito poucas vezes, talvez nunca tivéssemos ouvidos algo assim, porque também, não sentimos que estamos pisando em algum lugar sagrado.  Mas, para sabermos se ouvimos, ou não, a voz de Deus, ou, se estamos calcando o solo sagrado com nossos sapatos com cravos, e cravos como os das mãos e dos pés de Jesus na cruz, somos convidados a conhecer o Documento da UNESCO, chamado de Carta da Terra, que vem nos falar da casa, lugar sagrado, em que vivemos: A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está  viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todo...

As razões do viver

Para a próxima semana somos desafiados a iniciar nossos trabalhos sobre o sentido da existência de cada um de nós, o mesmo que nos leva muitas vezes à questionar: "afinal, o que Deus quer de mim?" Se pensarmos em tudo o que nos cria a motivação na vida agora, e mergulharmos com profundidade nessas razões, chegaremos a conclusão de que tudo nasceu de um sonho, que por ser essencial à nossa existência, nós nos recusamos a abrir mão dele, porque nos mantém presos à essa quase loucura cuja o self, ou, a ideia, nos constrói como pessoa diariamente: Esse anseio profundo e irrestível por significado e a angústia quando o perdemos dão uma vaga ideia dos parâmetros e propósitos da alma. Como o candidato ao Prêmio Nobel André Malraux escreveu em The walnut trees os Altenbug : 'O maior mistério não é termos sido atirados ao acaso entre a profusão da terra e a galáxia de estrelas, mas que nessa prisão possamos formar imagens suficientemente poderosas de nós para negar nossa falta de ...

Viver e sonhar

O mundo caminha no momento, para a cultura da indiferença e do egoísmo, um movimento violento no sentido de que cada um deve defender o que tem. O mais forte diz que o mais fraco é um fardo para ele, e assim, o mais fraco, por não ter nada o que dar, precisa se tornar escravo do mais forte, retroagindo a humanidade, como já acontecia nos tempos feudais. Mas, se nós temos esperança de que o Mundo seja melhor do que isso, a pergunta que nos resta para o momento é "o que o meu trabalho contribui para melhorar isso?" ou, "onde o meu projeto de vida, ajuda a criarmos um mundo melhor?" Foto: Gennaro Leonardi Para respondermos essas perguntas, precisamos saber quais são os princípios que nós aplicamos no dia a dia de nossas vidas, ao trabalharmos duramente, seis dias por semana.  O princípio que rege a cultura da indiferença e do egoísmo é o da autossuficiência, provindo dos próprios pensamentos humanos, e o princípio que rege um mundo de harmonia, paz e justiça é a Verdad...