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Mãe

No próximo domingo (4º Domingo da Páscoa) celebraremos o dia das mães juntamente com um Conclave, que para a Igreja acaba simbolizando a Coroação da Mãe de Deus nos Céus (Rosário - 5º Mistério Glorioso), para um novo tempo. E as leituras do 4º Domingo da Páscoa, vêm nos apresentar esta Igreja do novo tempo, a Igreja do Pastor, que não faz acepção de pessoas... a Igreja de todos que nos falou São Paulo: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’” (Atos 13,46-47 - 4º Domingo da Páscoa - 07 mai. 2025). Nos últimos tempos a Igreja vem sofrendo turbulências de fé diante dos apelos do mundo que clama por uma Igreja moderna, cuja liturgia deve ser feita de acordo com os perfis sociais, assim se propõe que a Igreja cultue por exemplo: o deus ...

Sem destino

Estamos em um momento de grande agitação das águas, porque o mundo tateando o escuro, tenta encontrar alguma previsibilidade econômica para a sua estabilidade, porque a luz que ilumina os mercados econômicos do mundo é a binária, pois, ela traça toda a lógica logarítimicas de ações e planejamentos, a partir de conceitos do 1, que é certo e do 0, ou nulo, que é errado.
 
Feliz Páscoa com amor incondicional - Hesed!
Assim, nesta linguagem binária, alguns dizem que estamos 1: certos se os governos abrirem os mercados e acordarem tarifas razoáveis para as suas importações, ou 0, errados em impor altas taxas de importação como meio de proteger a comércio interno.
O que testemunhamos neste momento, são as ebolições de pré-conceitos, que chocam-se com pré-conceitos, causando o isolamento como se os pré-conceitos entre as nações fossem de polos íguais (defender o meu poder e me proteger), do tipo: os dois estão certos 1  e 1, ou, os dois estão errados (mercado cooperativo), 0 e 0, e por isso, causando o afastamento entre si.
Esta mesma realidade nos é apresentada pela espiritualidade litúrgica do Domingo de Ramos, em que refletimos a crueldade humana a partir da formulação de julgamentos através da mesma lógica binária do certo ou errado.
Nós podemos entender melhor essa crueldade iníqua, pelo testemunho nos deixado por Davi para os dias de hoje, quando ele quiz sentir toda a força do seu poder a sustentar uma nação forte, e, assim, determinou que se fizesse o recenseamento nacional.
Mas, depois concluiu que, ao querer desnudar o poder, gerando controle das forças pelos prognósticos da previsibilidade matemática, havia tentado o Senhor, ao subsitituir a Verdade que é insondável, pela previsibilidade que é visível, querendo assim, se fazer deus:
Mas, depois que o povo foi recenseado,
Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor:
"Cometi um grande pecado, ao fazer o que fiz.
Mas perdoa a iniquidade do teu servo,
porque procedi como um grande insensato"
(2 Samuel 24,10 - Liturgia Missal da 4ª Semana do Tempo Comum - Ano A - Par).
E o Senhor ouvindo Davi, veio ao encontro cheio de misericórdia oferecendo-lhe novamente uma oportunidade de escolha, para que pudesse agir segundo a Verdade:
11Pela manhã, quando Davi se levantou,
a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad,
vidente de Davi, nestes termos:
12"Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor:
dou-te a escolher três coisas:
escolhe aquela que queres que eu te envie".
13Gad foi ter com Davi
e referiu-lhe estas palavras, dizendo:
"Que preferes:
três anos de fome na tua terra,
três meses de derrotas diante dos inimigos
que te perseguem,
ou três dias de peste no país?
Reflete, pois e vê
o que devo responder a quem me enviou"
(Ibid, 24,11-13).
E Davi então, acolhido pela graça de Deus, vislumbrou com clareza a crueldade humana causada pelo desejo de poder pela previsibilidade do pensamento, e a graça de entregar-se à Verdade:
14Davi respondeu a Gad:
"Estou em grande angústia.
É melhor cair nas mãos do Senhor,
cuja misericórdia é grande,
do que cair nas mãos dos homens!"
15 E Davi escolheu a peste
(Ibid, 24,14-15).
O que vemos na liturgia do Domingo de Ramos é o retrato da iniquidade cruel humana, produzida a partir de juízos cuja a balança traz em um dos pratos o certo pré-conceituado em 1, e com isso, julga as ações de alguém que se difere do 1, considerando-o nulo, e, naquele Domingo de Ramos,  zombaram da Sombra de Deus  aquem o Cristo, na figura humana, como Davi, escolheu a Verdade.
63Os guardas caçoavam de Jesus e espancavam-no;
64cobriam o seu rosto e lhe diziam:
"Profetiza quem foi que te bateu?"
65E o insultavam de muitos outros modos
(Lucas 22,64-65 - Domingo de Ramos da Paixão do Senhor - Ano C - Impar - 13 abr. 2025).
Na certeza da sua lógica insana, cegos pela sensação de poder, todo povo e a Igreja proferiram julgamentos como se os olhos pudessem exergar o futuro, por isso se viam seguros, fortes e determinados a matar, ainda que fosse o próprio Deus.
E, nós ainda continuamos a viver apenas apaixonados por Deus, e a repetir hoje, vendo a incerteza dos mercados, os gestos de nossos pais, quando se valeram da parte sensível do Estado, como meio de fortalecer suas iniquidades, para O acusarem de estar reduzindo as tarifas de César, a zero:
66Ao amanhecer, os anciãos do povo,
os sumos sacerdotes e os mestres da Lei
reuniram-se em conselho
e levaram Jesus ao tribunal deles.
67E diziam: "Se és o Cristo, dize-nos!"
Jesus respondeu: "Se eu vos disser, não me acreditareis,
68e, se eu vos fizer perguntas, não me respondereis.
2Começaram então a acusá-lo, dizendo
"Achamos este homem
fazendo subversão entre o nosso povo,
proibindo pagar impostos a César
e afirmando ser ele mesmo Cristo, o Rei".
3Pilatos o interrogou: "Tu és o rei dos judeus?"
Jesus respondeu, declarando: "Tu o dizes!"
4Então Pilatos disse aos sumos sacerdotes e à multidão:
"Não encontro neste homem nenhum crime".
5Eles, porém, insistiam: "Ele agita o povo,
ensinando por toda a Judeia,
desde a Galileia, onde começou, até aqui" (
Lucas 22,67-68.23,2-5 - Domingo de Ramos da Paixão do Senhor - Ano C - Impar - 13 abr. 2025).
Mergulhados no devaneio da previsibilidade, acreditaram em si mesmos, numa insana lógica limitada, atrevendo-se a fazer julgamentos pelas previsibilidades, mataram Deus, em si mesmos, pois permanecem apaixonados, mas contudo, privados de amor.

Conclusão
O que aprendemos nesta experiência é que vivemos a cada momento de nossas vidas a tentação de desnudar o futuro pela previsibilidade, desenhando o destino, ao valer-nos do binário certo e errado, e quando nos deparamos com a Sombra de Deus no caminho, que nos impede de traçar os destinos pela lógica, nos valemos da sorte pelas probalidades, porque existem as variáveis, sejam de tempo, lugar, ambiente.
Por isso, não pode a lógica aplicar no destino a sorte, sequer cercada pelas probabilidades da matemática quântica, porque a Verdade não contém a lógica mas sim o Espírito e a Vida, por isso o homem jámais poderá alcançá-la se não tiver a amizade com Deus que o cobrirá com sua sombra, a exemplo de Davi.
Basta lembrarmos do poeta  quando diz que o amor não se explica, se vive, porque a iniquidade não vive o amor, vive a paixão, como nos é ensinado pelo Pe. João Carlos de Ameida scj, quando diferencia o amor da paixão, dizendo-nos que o amor (hesed) é querer o bem do próximo, e a paixão, é querer o próximo para para o próprio bem.
Assim, dizemos que somos apaixonados por Deus, porque O desejamos, mas, somente para o nosso próprio bem, ao passo que rejeitamos o serviço, e negamos Verdade da cruz.
Assim, mesmo megulhados na miséria das paixões humanas, somos incapazes de negar Deus diante das obras que nos são apresentadas, e a nossa iniquidade, nos leva a aproximamos de Deus, embebidos pelo fisiologismo, por interesse próprio, dizendo-Lhe, que não somos amigos, mas apoixonados por Ele, somos sua amante.
E, como a Sabedoria da prostituta de Oséias, Deus, no Hesed (amor incondicional), nos acolhe sem olhar para a nossa miséria, pois sua misericórida e sua bondade é dada infinitamente para os bons e os maus:
31Simão, Simão! Olha que Satanás pediu permissão
para vos peneirar como trigo.
32Eu, porém, rezei por ti, para que tua fé não se apague.
E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos".
33Mas Simão disse: "Senhor, eu estou pronto para ir contigo
até mesmo à prisão e à morte!'
34Jesus, porém, respondeu:
"Pedro, eu te digo que hoje, antes que o galo cante,
três vezes tu negarás que me conheces"
((Lucas 22,31-34 - Domingo de Ramos da Paixão do Senhor - Ano C - Impar - 13 abr. 2025).
Mas, Ele diante da sua amante, ao ver nossas paixões pelo material, pelo previsível, que nos leva a negar a Verdade a  dizer que ainda não é a hora, nos pergunta: quem era aquele que você abraçava tão forte ao luar, me deixando tão triste, pois, eu te entrego todo o meu coração, como podemos ouvir na performance de Dollar, em Who where in the moonlight:



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