Pular para o conteúdo principal

Mãe

No próximo domingo (4º Domingo da Páscoa) celebraremos o dia das mães juntamente com um Conclave, que para a Igreja acaba simbolizando a Coroação da Mãe de Deus nos Céus (Rosário - 5º Mistério Glorioso), para um novo tempo. E as leituras do 4º Domingo da Páscoa, vêm nos apresentar esta Igreja do novo tempo, a Igreja do Pastor, que não faz acepção de pessoas... a Igreja de todos que nos falou São Paulo: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’” (Atos 13,46-47 - 4º Domingo da Páscoa - 07 mai. 2025). Nos últimos tempos a Igreja vem sofrendo turbulências de fé diante dos apelos do mundo que clama por uma Igreja moderna, cuja liturgia deve ser feita de acordo com os perfis sociais, assim se propõe que a Igreja cultue por exemplo: o deus ...

Fim!

Fim ... é a palavra que encerra a Profecia de São Malaquias de Armagh (Irlanda do Norte), quando, há mil anos, se referiu ao Papa Pedro Romano, isto é, aquele que pregou a Igreja dos homens (humanismo), com base na justiça romana, ou, no Direito Romano: "O que temos que fazer é uma lei de convivência civil, para serem protegidos legalmente", afirmava o sumo pontífice (VEIGA, 2023,) propondo, pela lei humana, sobrepor-se à Verdade da Palavra de Deus.
Ilustração gerada por computador.
 
Experimentamos assim, quebrar a profissão de Fé de Constantino que professa "Creio na Igreja Una". Professa-se Una, porque a Palavra de Deus é Eterna, no entanto, passou-se a cultivar em seu lugar, o sonho humanista teológico da reforma do Eterno, gerando a divisão partidária entre conservadores (direita) e progressistas (esquerda).
Porque os progressistas, trataram a Verdade de Deus, que é eterna, como ultrapassada, ou, mesmo, mentira de tempos passados, que não serve a nós para os dias de hoje, e, por isso, empreitaram a modernizá-la sob o texto "reformar a Igreja", para se criar uma verdade melhor da que a de Deus.
A verdade de Deus a ser reformada é aquela que nos dada há 2000 anos quando o Senhor visitou a Terra e nos deu o Novo Mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei, pretendendo os progressista reformá-la para a verdade moderna, "desejai-vos e apossai-vos uns dos outros" (Romanos 1,27).
Sonham assim, em criar a Igreja do milênio, construída pela verdade humana, sob o alicerce de Pedro, renovada de acordo com a vida contemporânea do mundo, mas, que no Tempo da Ressurreição do Senhor, nos pareceu ter morrido Pedro Romano, ao qual suplicamos a misericórdia de Deus pela sua alma, porque não olhamos os seus pecados, mas para a fé que animou a Igreja de Cristo, durante o seu reinado.
A Igreja vacante no Tempo da Ressurreição, está como o túmulo vazio do Senhor morto, para revelar ao mundo nestes tempos,  que o Reino de Deus não é divisão, por isso na Unidade da Palavra, se abrirão os olhos dos Filhos em Espírito, para que reconheçam o Reino de Deus, através da vivência da Palavra de Deus, na experiência viva do encontro com o Cristo ao partir o Pão do Céu:
 
30Quando se sentou à mesa com eles,
tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.
31Nisso os olhos dos discípulos se abriram
e eles reconheceram Jesus.
Jesus, porém, desapareceu da frente deles.
32Então um disse ao outro:
"Não estava ardendo o nosso coração
quando ele nos falava pelo caminho,
e nos explicava as Escrituras?"
(Lucas 24,-3032 - Oitava da Páscoa - Ano C - Impar - 23 abr. 2025).

A Palavra que Sou no princípio, que Sou, e que Sou para sempre, a Palavra que é o princípio e o fim, por isso, é moderna, de vanguarda, para todos os tempos, pois nela se criou todas as coisas, o Alfa e o Ômega, é Una:
 
No dia do Senhor,
fui arrebatado pelo Espírito
e ouvi atrás de mim uma voz forte,
como de trombeta,
11aa qual dizia:
"O que vais ver, escreve-o num livro.
12Então voltei-me
para ver quem estava falando;
e ao voltar-me,
vi sete candelabros de ouro.
13No meio dos candelabros
havia alguém semelhante a um "filho de homem",
vestido com uma túnica comprida
e com uma faixa de ouro em volta do peito.
17Ao vê-lo, caí como morto a seus pés,
mas ele colocou sobre mim sua mão direita e disse:
"Não tenhas medo.
Eu sou o Primeiro e o Último,
18aquele que vive.
Estive morto,
mas agora estou vivo para sempre.
Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos
(João 1,10-18 - 2º Domingo da Páscoa - Domingo da Misericórdia - Ano C - Ímpar - 27 abr. 2025). 

Esta vivência do Espírito, é a mesma da nossa caminhada, quando falamos na Solenidade do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a cidade perfeita :
 
10 A Palavra estava no mundo
- e o mundo foi feito por meio dela -
mas o mundo não quis conhecê-la.
11Veio para o que era seu,
e os seus não a acolheram.
12Mas, a todos que a receberam,
deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus
isto é, aos que acreditam em seu nome,
13pois estes não nasceram do sangue
nem da vontade da carne
nem da vontade do varão,
mas de Deus mesmo
.
(Jo 1, 10-13 - Solenidade de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo - Ano B - 25 dez. 2020) A cidade Perfeita.
 
Por isso, os filhos em espírito, não conviverão no antigo ou no moderno, mas na Verdade, que é una, se afastando dos filhos da terra, que não podem ver o Reino de Deus, porque só reconhecem a palavra dos homens, para eles, o mundo lhe parecerá como sempre foi, não notarão qualquer diferença, não verão qualquer clarão, ou, ouvirão qualquer barulho, porque eles, escolheram o governo dos homens e só enxergarão o mundo aparente:
 
Naquele tempo,
20 os fariseus perguntaram a Jesus
sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus.
Jesus respondeu:
"O Reino de Deus não vem ostensivamente.
21Nem se poderá dizer:
'Está aqui' ou 'Está ali',
porque o Reino de Deus está entre vós".
22E Jesus disse aos discípulos:
"Dias virão em que desejareis ver
um só dia do Filho do Homem e não podereis ver.
23As pessoas vos dirão:
'Ele está ali' ou 'Ele está aqui'.
Não deveis ir, nem correr atrás.
24Pois, como o relâmpago brilha
de um lado até ao outro do céu,
assim também será o Filho do Homem, no seu dia
(Lucas, 17,20-24 - 32ª Semana do Tempo Comum Ano B - Par - 14 nov. 2024).
     Também, diante da Igreja vacante, existe aqueles que só vêem o governo dos homens e sua palavra moderna, por isso, só ficarão olhando, sem enxergar,  como nos lembra a experiência litúrgica da Igreja - a iminência da destruição :
 
Depois dos três dias e meio, um sopro de vida veio de Deus, penetrou nos dois profetas e eles ficaram de pé.
Todos aqueles que os contemplavam, ficaram com muito medo.
Ouvi então uma voz forte vinda do céu e chamando os dois:
"Subi para aqui!" Eles subiram ao céu, na nuvem,
enquanto os inimigos ficaram olhando
(Ap, 11,4-12, Liturgia Missal 33ª, Semana do Tempo Comum - Ano B - Sábado - 23/11/2024) Igreja a iminência da destruição.
 
Assim, olharão sem enxergar, ouvirão sem escutar, como vivido na celebração da Paixão do Senhor, quando a Palavra disse: "olharão para aquele que transpassaram", mas, não enxergam o Cristo, pois, a Palavra não completa os seus sentidos:
 
Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava
morto, não lhe quebraram as pernas;
34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança,
e logo saiu sangue e água.
35Aquele que viu, dá testemunho
e seu testemunho é verdadeiro;
e ele sabe que fala a verdade,
para que vós também acrediteis.
36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura,
que diz: "Não quebrarão nenhum dos seus ossos".
37E outra Escritura ainda diz:
"Olharão para aquele que transpassaram"
(João 19,33-37 - Paixão do Senhor - Ano C - Ímpar - 18 abr. 2025).
 
Nestes tempos da Igreja Vacante, em que o Senhor visita a mansão dos mortos, estamos nas profundezas da trevas, e suplicamos Senhor, das profundezas eu clamo a vós Senhor, escutai a minha voz [Salmo 128 (129)], pois, é a vossa face que eu procuro [Salmo 26 (27)], não escondei de mim a vossa face, iluminai a vossa face sobre nós, convertei-nos para que sejamos salmos [Salmo 79 (80)], Exultamos o nosso coração porque te buscamos Senhor [Salmo 104 (105) e vós nos abençoastes: "Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!":
 
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos
novamente reunidos em casa,
e Tomé estava com eles.
Estando fechadas as portas, Jesus entrou,
pôs-se no meio deles e disse:
"A paz esteja convosco".
27Depois disse a Tomé:
"Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos.
Estende a tua mão e coloca-a no meu lado.
E não sejas incrédulo, mas fiel".
28Tomé respondeu:
"Meu Senhor e meu Deus!"
29Jesus lhe disse:
"Acreditaste, porque me viste?
Bem-aventurados os que creram sem terem visto!"
30Jesus realizou muitos outros sinais
diante dos discípulos,
que não estão escritos neste livro.
31Mas estes foram escritos para que acrediteis
que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus,
e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome
(João 20,26-31 - 2º Domingo da Páscoa - Domingo da Misericórdia - Ano C - Ímpar - 27 abr. 2025)..

Conclusão:

Somos convidados a nos abrir para que a Palavra se encarne em cada um de nós nestes momentos de escuridão, para que ao partir do pão, o Espírito desça sobre nós, e nossos olhos se abram, e assim, termos a experiência verdadeira com o Cristo, e nos abrirmos para que Ele então, faça morada em nós e nos governe inteiramente, porque se não vivemos no Espírito, estamos mortos, uma vez que a carne nada pode sem o Espírito que dá a vida.

Porque a partir da Escuridão, como nos disse o Profeta Amós, vivemos agora o Dia do Senhor, e nos alegramos por sua companhia porque ouvimos o som do silêncio, e as palavras do modernismo humano derrepente, pareceu-nos cair nas profundeza do poço do silêncio, como cantou Simon & Garfunkel em Sound of Silence.


Referência:

VEIGA, Edison. 10 anos de Papa Francisco: mulheres no clero e outras 'metas ainda não cumpridas'. In BBC Brasil, Internacional. Disponível  em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c06zk4kyvmpo . Acesso em 23 Abr. 2025.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resgate-me

A simplicidade do amor nos constrange, ela nos deixa com a sensação de que estamos incomodando a outra pessoa, como vemos em algumas famílias, o constrangimento da mãe ou do pai, por causa do filho que dá banho, ou, tem de permanecer um tempo com ele por causa de suas necessidades físicas ou psicológicas. Esse constrangimento do amor, nós também sentimos em relação a Deus, quase sempre queremos nós oferecer para Ele alguma coisa, para depois, sentirmos que somos dignos de receber alguma coisa. Foto: Stafford Green Mas para aprendermos a nos deixar ser amados, vemos em Jesus a experiência de que devemos aceitar nossas limitações, aceitar que não somos capazes de fazer tudo sozinho, porque Ele mostrou para nós, que, sendo Deus, se deixou ficar pendurado numa cruz a depender de José de Arimateia, para comprar um túmulo para Ele, e dos discípulos para o preparar para o enterro. 9Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsi...

O inferno de Los Angeles

Seguindo a nossa peregrinação pelo Ano Canônico, agora no Ano do Pai, ou Tempo Comum, porque nós, acolhendo o Menino Jesus, em nossos corações, no tempo do Espírito, transformamos nossos trabalhos do dia a dia, em prova viva de que a Palavra de Deus é verdadeira, cujos dóceis frutos produzido, como mel, é a própria glorificação do Nome do Senhor. No próximo domingo dia 19/01/25, estaremos no 2º Domingo do Tempo Comum, iremos  apresentar as nossas obras diante do altar para a transubstanciação, isto é, unir os nossos trabalhos acabados como testemunho, que é físico, material, à Palavra, que é Cristo, Espírito, imaterial, constituindo a Verdade que diz: Estas palavras são espírito e vida. Assim, a liturgia missal do acolhimento de nossas boas obras, porque realizadas segundo a Verdade, mergulha a nossa santificação na resposta ou responsório do Salmo 18 (19) que canta: Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna (Sl 18, responsório, Liturgia Mis...

O consolo da família

Na caminhada do Rei, que armou Sua tenda entre nós, no meio do seu Povo, para o briefing do 4º Domingo do Advento, traz como tema, o consolo materno, no conforto da família, que nos faz recobrar a visão, e, como São Rafael, em Tobias Pai, arranca a camada das escamas, que cobriam os seus olhos. De muito tempo a humanidade vem mergulhada em seu egocentrismo, por isso, vem sofrendo da visão, e, nestes tempos, agravados pelas luz das telas, se criou em nossos olhos, um véu, como se estivéssemos com catarata, e perdemos os sentidos, tanto os sentidos de sentir, como os sentidos de se perceber. Assim, mesmo com óculos, já não enxergamos bem. Por exemplo, quando olhamos para o Estado, temos a impressão de que ele é tudo de ruim, políticos desonestos, juízes desonestos, imprensa desonesta, pastores e igrejas desonestos, militares desonestos, famílias dilaceradas, mães com carreiras de filhos de múltiplos pais, ou, mães que abortaram a carreira: 1 Nesse dia, sete mulheres agarrarão um só home...