Pular para o conteúdo principal

Mãe

No próximo domingo (4º Domingo da Páscoa) celebraremos o dia das mães juntamente com um Conclave, que para a Igreja acaba simbolizando a Coroação da Mãe de Deus nos Céus (Rosário - 5º Mistério Glorioso), para um novo tempo. E as leituras do 4º Domingo da Páscoa, vêm nos apresentar esta Igreja do novo tempo, a Igreja do Pastor, que não faz acepção de pessoas... a Igreja de todos que nos falou São Paulo: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’” (Atos 13,46-47 - 4º Domingo da Páscoa - 07 mai. 2025). Nos últimos tempos a Igreja vem sofrendo turbulências de fé diante dos apelos do mundo que clama por uma Igreja moderna, cuja liturgia deve ser feita de acordo com os perfis sociais, assim se propõe que a Igreja cultue por exemplo: o deus ...

A cidade perfeita

Dia 08/12/2024, iniciará a segunda semana do novo Ano Canônico, celebrando o tempo do Espírito, e, fazendo uma briefing da nossa marcha, iniciada semana passada para, agora, dar o passo seguinte, cujo tema será a proposta de digna Cidadania.

Falar de cidadania, embora todos nós tenhamos decorado o mantra "estado democrático de direito",  parece ser utopia nos dias de hoje, ao vivermos em um Estado que é o primeiro a nos negar a dignidade diante do fisiologismo político severo.

Isso nos leva a carregar no dia a dia, o sonho da emigração estrangeira, e cheio de ilusões, pensamos que a cidade ideal talvez poderia ser: Sidney, ou, Londres, ou Berna, ou, Paris, ou, Dublin, ou Tóquio, ou, se pensamos nas crianças,  porque não Belfast, excluindo o lugar em que estamos, que naquele momento, parece ser o pior de todos.

Foto: Alexander Naumann

Mas diante de tantas opções dada para o nosso livre arbítrio, talvez o critério mais sensato que nos permita escolher a cidade ideal, aquela em que realmente vai construir a nossa cidadania, é o que nos é trazido pela frase ancestral, um dia lembrada em alguma de suas viagens pelo mundo, por John Lennon parafraseando Vergílio: “não mude de lugar para resolver os problemas, mude de alma", que poderá nos ajudar agora, a entender melhor isso:

Tolamente nos iludimos pensando que além do horizonte acharemos nossa tão almejada paz, é lá que está a vértice do arco-íris e o nosso tesouro pessoal: O horizonte é sempre azul! Quanta ilusão!

 Infelizmente somos como as tartarugas, levamos o nossos cascos atrelados às costas para onde quer que tenhamos que ir e dele não podemos nos livrar, faz parte de nós e o que temos de melhor a fazer é aprender a conviver com ele.

 "Ainda que atravesses a vastidão do mar, ainda que, como diz o nosso Vergílio, as costas, as cidades desapareçam no horizonte, os teus vícios seguir-te-ão onde quer que tu vás. (...)

Quando te tiveres convencido desta verdade, deixará de espantar-te a inutilidade de andares de terra em terra, levando para cada uma o tédio que tinhas à partida. 

Se te persuadires de que toda a terra te pertence, o primeiro ponto em que parares agradar-te-á de imediato. O que tu fazes agora não é viajar, mas sim andar à deriva, a saltar de um lado para o outro, quando na realidade o que tu pretendes - viver segundo a virtude - podes consegui-lo em qualquer sítio” (VIEIRA, 2013, p.1).

     Para conseguirmos perceber nossa tolice, precisamos usar o binóculo de Einstein, que nos permite enxergar o Universo gigante, sem ver, ou como nos diz a sabedoria, "sob as nuvens", ao nos transformar em fótons pela dualidade onda-ética/partícula-estética, que nos traz maior nitidez do que o telescópio James Webb.

    Para acostumarmos o nossos olhos nessa visão, tracemos o primeiro olhar para o Planeta Terra, ao olharmos para a imensidão de beleza azul, ameaçada pelo egoísmo humano que quer transformá-la em dinheiro, sob a astúcia do mais ávido, a primeira coisa que vemos, é que ela está devastada, cansada, maltratada, e vemos a humanidade, isto é, todos e cada um de nós, querendo vendê-la, vender a própria mãe, mesmo que para isso, precisemos negar que tenhamos sido concebidos por ela.

    Cegos pelo nosso egocentrismo, enganados pela cobiça e avidez, também nos contaminamos com a malícia, presente em nosso DNA, como marca de nascença, e, esquecemos que a Terra, Mãe, é como se fosse uma cidade que nos garante a dignidade do ser e a Cidadania, acolhendo a todos, e cada um de nós, além de nossos próximos, que nos encanta como uma rosa dourada, um cãozinho dócil, ou mesmo a dança das baleias, o eco das montanhas, o urro das pedras, o canto das árvores, e nos servem de alimento.

    Fomos cegados, e estamos separados do nosso verdadeiro amor, somos como estrangeiros escravizados, cativos, em terra estranha, esperamos um dia voltar para a Terra de que saímos, pois para nós, foi prometida Sião.

Sião é uma Cidade dourada, em que a Vida, a dignidade, o amor, a amizade, a força do produzir, a abundância da Arte, chega a ser até inexplicável, de tanta beleza, porque ao centro dela há uma Mansão, a Mansão em que Deus habita:

R. Recordamos, ó Senhor, vossa bondade
em meio ao vosso templo.

2Grande é o Senhor e muito digno de louvores *
na cidade onde ele mora;
3aseu Monte santo, esta colina encantadora *
é a alegria do universo. R.

bMonte Sião, no extremo norte situado, *
és a mansão do grande Rei!
4Deus revelou-se em suas fortes cidadelas *
um refúgio poderoso. R.

9 Como ouvimos dos antigos, contemplamos: *
Deus habita esta cidade,
a cidade do Senhor onipotente, *
que ele a guarde eternamente! R.
[Sl 47 (48), 2,-4 - Liturgia Missal - 4ª Semana do Tempo Comum - Ano C - Impar, 07 fev. 2019].

     A inexplicável beleza de Sião, contendo na praça central, o Palácio de Deus, de tão segura como o útero da Mãe, cheia de cidadãos, nos faz lembrar a Mulher, que acolheu Deus em seu seio, como sede provisória na Terra pelo Palácio de Sião,  e, quando José fugiu para o Egito, para proteger o Menino, nos fez lembrar a Corte Portuguesa, quando Dom João, provisoriamente fixou o palácio real no Brasil, fugindo de Napoleão.

     A mulher ao acolher em si o Palácio de Sião, pelo dom de dizer incondicionalmente Sim, mesmo tendo o DNA profano de Davi, pela justificação, recebeu o selo da Realeza  sob a flâmula "Bendita entre todas as mulheres", lhe sendo atribuído o serviço Real de "conceber pelo Espírito", pelo Dom da Concepção.

    Testemunhamos nisso a maravilha feita por Deus, lembrando a humilhação da serva que carregava em seu DNA o sangue profano de Davi, que ao ser coroada em Sião, se tornou possível acolher na Cidade perfeita, a cidadania do homem como habitante dos Céus, lembrando como fez José, o sonhador, quando acolheu os seus parentes, de Canaã para o Egito.

Assim fala o Senhor:
1"Quando Israel era criança, eu já o amava,
e desde o Egito chamei meu filho.
2Quanto mais eu os chamava
tanto mais eles se afastavam de mim;
(Os, 11,1-2  - Liturgia Missal da 14ª Semana do Tempo Comum - Ano A - Par - Quinta-feira - 11 jul. 2024).

    E, agora, no mover do Espírito, pela Bendita, homens, são acolhidos, do Egito para Canaã, isto é, da Terra para Sião, cuja a santidade de Deus, é mortal ao homem profano, lembrando a experiência de Moisés quando quase morreu por não ser circuncidado:

Durante a viagem, numa hospedaria, o Senhor foi ao encontro de Moisés e procurava matá-lo. 25Séfora pegou uma pedra aguda, cortou o prepúcio de seu filho, com ele tocou os órgãos sexuais de Moisés, e disse: “Você é para mim um esposo de sangue”. 26E o Senhor o deixou quando ela disse: “esposo de sangue”, por causa da circuncisão (Ex 4,24-26)

     Assim, fazendo maravilhas, foi concedida a cidadania, para que lá vivam, os seus filhos provindos da Terra, gerados em Espírito, não mais pela carne, porque se pôs na haste a bandeira da "Bendita", como o selo a conceber os filhos da linhagem de Abrahão, Isaac e Jacó,  pela conservação da justificação, isto é, tornando a imperfeição da humanidade perfeita pela graça de Deus, mediante a fé da Aliança, como fez com aqueles que eram mordidos pela serpente e olhavam para a serpente de bronze na haste, e ficavam curados, agora toda aquele que foi mordido pela serpente e olha para a cruz recebe a justificação pela fé:

Moisés intercedeu pelo povo, 8e o Senhor respondeu: “Faze uma serpente de bronze e coloca-a como sinal sobre uma haste; aquele que for mordido e olhar para ela viverá”. 9Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a como sinal sobre uma haste. Quando alguém era mordido por uma serpente, e olhava para a serpente de bronze, ficava curado (Nm 21, 7-9 - Liturgia Missal - Exaltação da Santa Cruz, - Ano B C - par, 14 set. 2024].

     Assim, pela Mulher, os seus filhos, através da descendência de Davi, recebem a mesma cidadania pertencente ao Filho Único, imigrando em Sião, todos provindo do Egito.

14José levantou-se de noite,
pegou o menino e sua mãe,
e partiu para o Egito.
15Ali ficou até à morte de Herodes,
para se cumprir
o que o Senhor havia dito pelo profeta:
"Do Egito chamei o meu Filho"
(Mt 2,14-15, Liturgia Missal 4ª Oitava de Natal - Festa dos Santos, mártires, inocentes" -Ano B - Quinta-feira, 28 dez. 2023.

    Por sua vez, o Filho sendo Deus, se fez também carne, e possuindo em seu sangue o dom materno do Sim incondicional, doou-se obedientemente como Cordeiro, por isso, mesmo como aspecto humano, foi proclamado por Deus, Rei, Senhor do Universo, para que os cidadãos vêm nele a imagem humana nos Céus, mas, sem corrupção, na aliança de uma amizade verdadeira prometida a nossos pais desde o início.

    A concepção de filhos em Espírito, aos olhos humanos parece ser inacreditável pois, na lógica dos iníquos, de só pensar pela carne, como se a verdade fosse somente partícula, na arrogância de sua estética artificial, e negar o Espírito, que move pelos campos magnéticos, como ondas, seria impossível à concepção, pois traz aparência de ser uma mulher estéril, ou, virgem intocada, como de fato é, ao ponto de que, se fosse possível contar todas as estrelas do céu, talvez se pudesse fazer ideia do números de herdeiros, onde te vimos na foto, quando olhamos os registros.

10 A Palavra estava no mundo
- e o mundo foi feito por meio dela -
mas o mundo não quis conhecê-la.
11Veio para o que era seu,
e os seus não a acolheram.
12Mas, a todos que a receberam,
deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus
isto é, aos que acreditam em seu nome,
13pois estes não nasceram do sangue
nem da vontade da carne
nem da vontade do varão,
mas de Deus mesmo
.
(Jo 1, 10-13 - Solenidade de Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo - Ano B - 25 dez. 2020).

     Por isso, não precisamos mudar mais de lugar, mas sim, de alma, para que assim, possamos perceber que fomos enganados, e por isso, separados do nosso lugar seguro, e perdemos a nossa dignidade e cidadania, vivendo cativos sob o jugo de nossos senhores de escravos:

13 Disse o Senhor Deus à mulher:
"Por que fizeste isso?"
E a mulher respondeu:
"A serpente enganou-me e eu comi".
(Gn 3,13 - Liturgia Missal do 2º Domingo do Advento - Ano C - Celebração da Imaculada Conceição, 08 dez. 2024).

     Ao celebrarmos nosso Dom da Vida, reconhecendo a nossa verdadeira cidadania de que não formos concebidos pela carne, mas, pelo Espírito, e assim, conseguimos nos lembrar da promessa, do dia mais feliz de nossas vidas:

1 Naquele dia, cantarão este canto em Judá:
"Uma cidade fortificada é a nossa segurança;
o Senhor cercou-a de muros e antemuro.
2Abri as suas portas, para que entre um povo justo,
cumpridor da palavra,
3firme em seu propósito;
e tu lhe conservarás a paz,
porque confia em ti.
4Esperai no Senhor por todos os tempos,
o Senhor é a rocha eterna.
5Ele derrubou os que habitam no alto,
há de humilhar a cidade orgulhosa,
deitando-a por terra,
até fazê-la beijar o chão.
6Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres,
as passadas dos humildes"
(Is 26, 1-6 - Liturgia Missal da 1ª Semana do Advento - Quinta-feira 05 dez. 2024. 

      Se já conseguimos ver com os óculos de Einstein, quer dizer que já não vemos mais somente partículas, ou seja, só a matéria, só a carne visível, mas agora,  também já podemos ver as ondas, navegando em nossos neurônios, que são como bastonetes, que possuem na extremidade, um desenho parecido com engates, mas que não se tocam ou, se colam.

    E, as partículas do cafezinho que você acabou de tomar, e mergulharam na sua corrente sanguínea, ao serem estimuladas, por exemplo pelo som que te digo agora, com todo o meu coração, por isso é verdadeiro: "eu te amo", elas saltam entre os neurônios, como Espírito, porque são imateriais, através das ondas eletromagnéticas, que constróem  as sinapses, te fazendo crer, não por retóricas filosofais, ou subentendimentos sofismáticos, que você, sendo onda e partícula pela teoria de Albert Einstein, você é Luz, ou, como nós, pequenas centelhas,  nos vemos como um fóton.

    E como fóton já não estamos mais descorados, ainda que submerso nas profundezas do lodo escravizador, diante de tanta enganação por sofismas, de uma vida inteira de fingimentos da hipocrisia social,  brilhamos, e reconhecemos o Vértice do Norte que aponta para nós o Farol, pois ao ver a tua foto, mesmo de volta ao cativerio, somos alimentados pela correnteza do rio que rega Sião:

5Os braços de um rio vêm trazer alegria *
à Cidade de Deus, à morada do Altíssimo.
6Quem a pode abalar? Deus está no seu meio! *
Já bem antes da aurora, ele vem ajudá-la
[(Sl 45 (46), 5,-6 - Liturgia Missal - 4ª Semana da Quaresma - Ano B - par, 15 mar. 2024].

    Por isso, ao ver a tua foto, nos fez lembrar o dia mais feliz de nossas vidas, pois falta pouco, como nos mostrou na Gangue dos Cativos, The Pretenders, em Back to the chain gang:


Conclusão:

E ai homens da Terra, porque ficam ai olhando para o céu? Estão esperando o que? Eis que agora que você pode se ver como própria luz que é, e acredita que "eu te amo", então, encha o teu ser de alegria, porque Deus fez maravilhas com a tua libertação do cativeiro, e, como uma boa nova, siga pela correnteza por mais um pouco, mas agora, com um canto novo.

R. Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
porque ele fez prodígios!

1Cantai ao Senhor Deus um canto novo, *
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo *
alcançaram-lhe a vitória. R.

2O Senhor fez conhecer a salvação, *
e às nações, sua justiça;
3arecordou o seu amor sempre fiel *
3bpela casa de Israel. R.

3cOs confins do universo contemplaram *
3da salvação do nosso Deus.
4Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, *
alegrai-vos e exultai! R [
(Sl, 97 (98), 1-3a.3cd-4 - Liturgia Missal do 2º Domingo do Advento - Ano C - Celebração da Imaculada Conceição, 08 dez. 2024 .

Referências.

VEIRA, Washington Luiz Peixoto. Deves é mudar de lugar, não de alma. Disponível em: http://iconacional.blogspot.com/2013/05/deves-e-mudar-de-alma-nao-de-lugar.html. Acesso em 05 dez. 2024.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resgate-me

A simplicidade do amor nos constrange, ela nos deixa com a sensação de que estamos incomodando a outra pessoa, como vemos em algumas famílias, o constrangimento da mãe ou do pai, por causa do filho que dá banho, ou, tem de permanecer um tempo com ele por causa de suas necessidades físicas ou psicológicas. Esse constrangimento do amor, nós também sentimos em relação a Deus, quase sempre queremos nós oferecer para Ele alguma coisa, para depois, sentirmos que somos dignos de receber alguma coisa. Foto: Stafford Green Mas para aprendermos a nos deixar ser amados, vemos em Jesus a experiência de que devemos aceitar nossas limitações, aceitar que não somos capazes de fazer tudo sozinho, porque Ele mostrou para nós, que, sendo Deus, se deixou ficar pendurado numa cruz a depender de José de Arimateia, para comprar um túmulo para Ele, e dos discípulos para o preparar para o enterro. 9Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal nem se encontrou falsi...

O inferno de Los Angeles

Seguindo a nossa peregrinação pelo Ano Canônico, agora no Ano do Pai, ou Tempo Comum, porque nós, acolhendo o Menino Jesus, em nossos corações, no tempo do Espírito, transformamos nossos trabalhos do dia a dia, em prova viva de que a Palavra de Deus é verdadeira, cujos dóceis frutos produzido, como mel, é a própria glorificação do Nome do Senhor. No próximo domingo dia 19/01/25, estaremos no 2º Domingo do Tempo Comum, iremos  apresentar as nossas obras diante do altar para a transubstanciação, isto é, unir os nossos trabalhos acabados como testemunho, que é físico, material, à Palavra, que é Cristo, Espírito, imaterial, constituindo a Verdade que diz: Estas palavras são espírito e vida. Assim, a liturgia missal do acolhimento de nossas boas obras, porque realizadas segundo a Verdade, mergulha a nossa santificação na resposta ou responsório do Salmo 18 (19) que canta: Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna (Sl 18, responsório, Liturgia Mis...

O consolo da família

Na caminhada do Rei, que armou Sua tenda entre nós, no meio do seu Povo, para o briefing do 4º Domingo do Advento, traz como tema, o consolo materno, no conforto da família, que nos faz recobrar a visão, e, como São Rafael, em Tobias Pai, arranca a camada das escamas, que cobriam os seus olhos. De muito tempo a humanidade vem mergulhada em seu egocentrismo, por isso, vem sofrendo da visão, e, nestes tempos, agravados pelas luz das telas, se criou em nossos olhos, um véu, como se estivéssemos com catarata, e perdemos os sentidos, tanto os sentidos de sentir, como os sentidos de se perceber. Assim, mesmo com óculos, já não enxergamos bem. Por exemplo, quando olhamos para o Estado, temos a impressão de que ele é tudo de ruim, políticos desonestos, juízes desonestos, imprensa desonesta, pastores e igrejas desonestos, militares desonestos, famílias dilaceradas, mães com carreiras de filhos de múltiplos pais, ou, mães que abortaram a carreira: 1 Nesse dia, sete mulheres agarrarão um só home...