Chegamos ao primeiro ápice do tempo do Espírito, o Natal, no 25º dia, do primeiro mês, do Ano Canônico de 2025 (25/12/2024, do Ano Civil).
Neste dia celebramos o momento em que a Palavra se tornou carne, reluzindo em todo o Universo, a Aliança entre Deus e o seu Povo, num brilho, que liga o Céu, pelo Santo, e a Terra pelo Hosana, porque Deus, fiel à Aliança, ouviu o clamor de nossos pais, e resgatou os cativos, por isso, a criação canta exultante de alegria: Hosana nas Alturas, que significa; dos céus, veio a nossa salvação, banhando nossas almas com a Água do Espírito, livrou-nos do terrível caminho da segunda morte.
Eis que o Senhor fez-se ouvir
até as extremidades da terra:
"Dizei à cidade de Sião:
Eis que está chegando o teu salvador,
com a recompensa já em suas mãos
e o prêmio à sua disposição.
12O povo será chamado Povo santo,
os Resgatados do Senhor;
e tu terás por nome Desejada,
Cidade-não-abandonada" (Is 62,11-12 - Liturgia do Dia de Natal - Missa do Dia - 25 dez. 2024 - Ano C, Ímpar)
É uma Arte maravilhosa, os brilhos, os sons, os cantos da FM 187,5 (frequência baixa, padrão dos Fast Radios Burst - FRB , como se todo o Universo cantasse uma canção única (LUCIO FILHO, 2024), no esplendor da imensidão da vida, de tudo o que vive, fluindo desde as linhas que traçam as fronteiras entre o Céu, imaterial, e o Universo material, que de tão perfeita, não podem ser notadas pelos homens que vivem por si mesmos, porque as fronteiras da sua visão e audição, não alcançam um passo à frente deles.
Estes homens, ainda que se esforcem, façam rituais, apresentem sacrifícios, seus atos são puramente abstratos, imaginários, como se tudo fosse só mágica, cultuam os momentos, para que possam apenas gerar alguns créditos sociais e logo já viram a página do calendário, como vemos nas comemorações do natal de 2024:
As festas de fim de ano estão se aproximando e elas representam um momento de pausa e celebração. Tanto o Natal quanto Ano Novo trazem a oportunidade de transmitir desejos de esperança, gratidão e bons votos para amigos, familiares e colegas.
Mensagens personalizadas, curtas ou formais podem ser utilizadas em redes sociais, e-mails corporativos ou cartões. Para criar suas mensagens personalizadas, considere o tom e a relação com os destinatários. Independentemente do estilo escolhido, o importante é transmitir seus votos de forma genuína e carinhosa (EXAME, 2024, p.1).
Não estamos falando aqui de uma dicotomia entre as duas celebrações, porque a diferença que vemos entre elas, é que uma é real, viva, que se transforma em vida, a outra é abstrata, está nas mentes das pessoas, mas não gera edificação, construção integrante da vida, mas apenas flash's de eventos festivos, que logo desaparecem, deixando a humanidade com sede decorrente da ressaca, que a faz desejar beber água, e, sempre procurar novos eventos, mas, que não são capazes de saciá-la.
Assim, não queremos aqui, criticar as tradições da humanidade, mas sim, despertar nas pessoas o seu lado anestesiado, ou, os "culotes" que deformam a anatomia de suas almas, como um calo, ao acreditarem que estão convicta que vivem intensamente, no entanto, agem por mera abstração, ao praticarem os atos da suas vidas movidos sob uma força inercial pelo embalo do momento, sem que o fato, ou evento, daquele momento, na prática, esteja sendo efetivamente vivenciado, ou, vivido intensamente.
Percebemos isso, por exemplo, quando vemos um pastor, ou, um fiel, que tem a Bíblia na ponta da língua, sabe recitar todos os versículos, mas apenas de forma abstrata, dentro da sua imaginação, ou, ainda, na homilia da missa, que medita as leituras, como se toda a Palavra celebrada fosse somente para quem viveu há 2 mil anos atrás, na esperança que talvez nós devêssemos tirar alguma lição disso, assim, tanto um como outro, celebram o deus morto de Nietzsche:
Não ouviste falar deste louco que, em pleno dia, acendia uma lanterna e corria pela praça do mercado, gritando sem cessar: “Procuro Deus! Procuro Deus” – E como lá se achavam reunidos precisamente muitos que não acreditavam em Deus, ele provocou uma imensa gargalhada... O louco precipitou-se no meio deles e atravessou-os com o olhar. “Para onde foi Deus?” – gritou. “Quero dizer-lhes!
Nós o matamos – vós e eu. Nós todos somos seus assassinos!... Não ouvimos ainda o ruído dos coveiros que enterraram Deus? Não sentimos ainda a putrefação divina? – também os deuses apodrecem! Deus está morto! Deus permanece morto! E fomos nós que o matamos! (SALES apud NIETZSCHE, 2003, p. 39).
Assim, muitas vezes nós, colocamos Deus em nossa boca, em nossos corações, fazemos promessas, firmamos compromissos de fidelidade, mas todo o nosso universo, ficou num plano puramente abstrato, em que Deus foi vivenciado apenas nas nossas boas intenções interiores, não expandiu em atos externos que edificam a vida:
10A Palavra estava no mundo
- e o mundo foi feito por meio dela -
mas o mundo não quis conhecê-la.
11Veio para o que era seu,
e os seus não a acolheram (Jo, 1, 10-11 - Liturgia do Dia de Natal - Missa do Dia - Ano C, Ímpar) .
Mas, por outro lado, se nós, com toda a criação, exultarmos, cantando "Hosana nas Alturas", é porque a Palavra que é Espírito, se tornou Vida em nós, o "viver intensamente", que, banhados pela Água do Espírito, saciamos a sede da intensidade da vida, na certeza que há vida, e vida em abundância.
E, por isso, já não temos mais sede, porque a Palavra, encarnada em cada um de nós, tece a cada dia, pelos nossos atos, trabalhos, e ofícios, que se chama liturgia das obras pela fé, um ponto, uma gota, um pedaço, que edifica todo o Projeto de Deus em favor da Humanidade:
1No princípio era a Palavra,
e a Palavra estava com Deus;
e a Palavra era Deus.
2No princípio estava ela com Deus.
3Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez
de tudo que foi feito.
4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens.
5E a luz brilha nas trevas,
e as trevas não conseguiram dominá-la.
12Mas, a todos que a receberam,
deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus
isto é, aos que acreditam em seu nome,
13pois estes não nasceram do sangue
nem da vontade da carne
nem da vontade do varão,
mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós.
E nós contemplamos a sua glória,
glória que recebe do Pai como filho unigênito,
cheio de graça e de verdade (Jo, 1, 1-5.12-14 - Liturgia do Dia de Natal - Missa do Dia - 25/12/2024 - Ano C, Ímpar).
Conclusão
Somos convidados nesta Festa, a deixar a Palavra habitar em nossos coração, e, renunciando a nossa imaginação, os nossos pensamentos, nós já não somos mais nós mesmos, porque deixamos de ser os velhos homens de antes acorrentados.
Porque as nossas almas, banhadas pela Água do Espírito, como propulsão dos campos magnéticos que transportam em nós os neutrinos, capazes de plasmar a Palavra em obras por nossas mãos, nos tornaram novas criaturas, e não somos mais nós que vivemos, mas Cristo, o Menino Jesus, que das alturas veio nos salvar, Hosana nas Alturas, que vive em cada um de nós agora.
Por isso, na certeza de que estamos sendo libertados desta escravidão, a FM 187,5 Mhz, te convida a cantar com toda a criação, "os confins do universo, contemplaram a salvação do nosso Deus" [Sl 97 (98)] - Paróquia Sagrado Coração Jesus - Taubaté - 2023 - Missa de Natal - 7:00 horas, nos valendo de um um vídeo que foi produzido utilizando animações feitas pelos institutos de astronomia que estudam os FRB's.
Referências:
EXAME. Natal e Ano Novo 2024: 20 frases para celebrar (e inspirar) as festas de final de ano - 20/12/2024. Disponível em https://exame.com/pop/natal-e-ano-novo-2024-20-frases-para-celebrar-e-inspirar-as-festas-de-final-de-ano/ ,
LÚCIO FILHO, Laurentino. Quebrando as correntes. Disponível em https://peregrinosdesiao.blogspot.com/2024/12/quebrando-as-correntes.html Acesso em 22 dez. 2024.
SALES, Valter Ferreira. Deus está morto! Nietzsche e o "fim" da Teologia. in Revista Reflexão, Campinas, n os 83/84, p. 37-49, jan./dez., 2003. Disponível em https://periodicos.puc-campinas.edu.br/reflexao/article/download/3211/2121/7415. Acesso em 22 dez. 2024.

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