No próximo domingo (4º Domingo da Páscoa) celebraremos o dia das mães juntamente com um Conclave, que para a Igreja acaba simbolizando a Coroação da Mãe de Deus nos Céus (Rosário - 5º Mistério Glorioso), para um novo tempo. E as leituras do 4º Domingo da Páscoa, vêm nos apresentar esta Igreja do novo tempo, a Igreja do Pastor, que não faz acepção de pessoas... a Igreja de todos que nos falou São Paulo: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’” (Atos 13,46-47 - 4º Domingo da Páscoa - 07 mai. 2025). Nos últimos tempos a Igreja vem sofrendo turbulências de fé diante dos apelos do mundo que clama por uma Igreja moderna, cuja liturgia deve ser feita de acordo com os perfis sociais, assim se propõe que a Igreja cultue por exemplo: o deus ...
Estamos nos aproximando da 2ª quinzena de fevereiro, 6º Domingo do Tempo Comum, e a lição que a vida nos apresenta, é a de que escolhemos confiar no homem, e por isso, não temos os favores de Deus, como apresentado pelo Profeta Jeremias:
5Isto diz o Senhor:
"Maldito o homem que confia no homem
e faz consistir sua força na carne humana,
enquanto o seu coração se afasta do Senhor;
6como os cardos no deserto,
ele não vê chegar a floração,
prefere vegetar na secura do ermo,
em região salobra e desabitada (Jeremias, 17,5-6 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025).
"Maldito o homem que confia no homem
e faz consistir sua força na carne humana,
enquanto o seu coração se afasta do Senhor;
6como os cardos no deserto,
ele não vê chegar a floração,
prefere vegetar na secura do ermo,
em região salobra e desabitada (Jeremias, 17,5-6 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025).
Fazemos esta leitura sem sentir qualquer constrangimento da nossa parte ao depositar nossa confiança no homem, como se as Palavras do Profeta não tivessem nada a ver conosco.
Para esclarecer melhor, vou descrever abaixo uma situação que muito evidencia a nossa escolha de confiar no próprio homem, que aconteceu esta semana, no dia 07/02/2025.
Uma cliente me ligou desesperada porque todo o salário dela havia sido bloqueado, em razão de penhora judicial por uma dívida. Ela estava desesperada porque contava com o seu salário para pagar o aluguel.
Tentei tranquilizá-la de que os valores seriam liberados porque salário não pode ser penhorado, mas ela continuou desesperada, então perguntei para ela se ela acreditava em Deus, e ela respondeu que sim, mas, o que resolveria para ela naquele momento, seria os R$ 1.500,00 do seu aluguel.
Indaguei-a então que se ela tivesse R$ 1.500,00 naquela hora, ela ficaria tranquila, ela me disse que sim. Ai conclui que se Ela esperasse em Deus, ela ficaria desesperada, mas se viesse a ela R$ 1.500,00, ela então ficaria feliz, logo, o seu salvador não estava sendo Deus naquela hora pois sem confiar nele, se desesperava, mas, o dinheiro, pois confiando nele ficava tranquila.
É isso que o Profeta tenta nos alertar, na liturgia do próximo Domingo, que quando somos chamados a vivermos uma situação extrema em que as coisas saem de nossas mãos, não conseguimos confiar em Deus, mas somente nas coisas do homem, e só nos tranquilizamos quando temos nas mãos as soluções, desprezado a solução de Deus.
Não conseguimos confiar na promessa de Deus para nós, de que se nos entregarmos totalmente a Deus, Ele abrirá a porta que nos permite resolver a situação pela sabedoria ao invés da inteligência humana:
Irmãos,
32que mais devo dizer?
Não teria tempo de falar mais
sobre Gedeão, Barac, Sansão, Jefté,
Davi, Samuel e os profetas.
33Estes, pela fé, conquistaram reinos,
praticaram a justiça,
foram contemplados com promessas,
amordaçaram a boca dos leões,
34extinguiram o poder do fogo,
escaparam do fio da espada,
recobraram saúde na doença,
mostraram-se valentes na guerra,
repeliram os exércitos estrangeiros (Hebreus, 11,32-34 - Liturgia Missal da 4ª Semana do Tempo Comum, Ano C - 03 fev. 2025).
32que mais devo dizer?
Não teria tempo de falar mais
sobre Gedeão, Barac, Sansão, Jefté,
Davi, Samuel e os profetas.
33Estes, pela fé, conquistaram reinos,
praticaram a justiça,
foram contemplados com promessas,
amordaçaram a boca dos leões,
34extinguiram o poder do fogo,
escaparam do fio da espada,
recobraram saúde na doença,
mostraram-se valentes na guerra,
repeliram os exércitos estrangeiros (Hebreus, 11,32-34 - Liturgia Missal da 4ª Semana do Tempo Comum, Ano C - 03 fev. 2025).
A promessa está nas Palavra do Profeta Jeremias quando diz:
7Bendito o homem que confia no Senhor,
cuja esperança é o Senhor;
8é como a árvore
plantada junto às águas,
que estende as raízes em busca de umidade,
por isso não teme a chegada do calor:
sua folhagem mantém-se verde,
não sofre míngua em tempo de seca
e nunca deixa de dar frutos" (Jeremias, 17,5-6 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025).
cuja esperança é o Senhor;
8é como a árvore
plantada junto às águas,
que estende as raízes em busca de umidade,
por isso não teme a chegada do calor:
sua folhagem mantém-se verde,
não sofre míngua em tempo de seca
e nunca deixa de dar frutos" (Jeremias, 17,5-6 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025).
E, também pelo Salmo 1:
R. É feliz quem a Deus se confia!
1Feliz é todo aquele que não anda *
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados, *
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
2mas encontra seu prazer na lei de Deus *
e a medita, dia e noite, sem cessar. R. (Salmo 1, 1-2 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025).
1Feliz é todo aquele que não anda *
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados, *
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
2mas encontra seu prazer na lei de Deus *
e a medita, dia e noite, sem cessar. R. (Salmo 1, 1-2 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025).
Conclusão:
Muitas vezes dizemos que confiamos em Deus, mas na verdade, não conseguimos imaginar ser possível viver sem dinheiro, assim, o nosso salvador é o dinheiro e não Deus.
Neste Domingo, o Senhor nos apresenta a proposta para a nossa libertação da escravidão do dinheiro, e coloca diante de nós, a promessa de Deus, e o resultado de quem prefere confiar no próprio homem:
a) Da Promessa:
23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai
pois será grande a vossa recompensa no céu;
porque era assim
que os antepassados deles tratavam os profetas.
pois será grande a vossa recompensa no céu;
porque era assim
que os antepassados deles tratavam os profetas.
b) Da confiança no próprio homem
24Mas, ai de vós, ricos,
porque já tendes vossa consolação!
25Ai de vós, que agora tendes fartura,
porque passareis fome!
Ai de vós, que agora rides,
porque tereis luto e lágrimas!
26Ai de vós quando todos vos elogiam!
Era assim que os antepassados deles
tratavam os falsos profetas" (Lucas, 6,23-26 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025).
porque já tendes vossa consolação!
25Ai de vós, que agora tendes fartura,
porque passareis fome!
Ai de vós, que agora rides,
porque tereis luto e lágrimas!
26Ai de vós quando todos vos elogiam!
Era assim que os antepassados deles
tratavam os falsos profetas" (Lucas, 6,23-26 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025).
Nós temos toda a força de Deus a nosso favor, e somos capazes de realizar muito mais do que hoje fazemos se deixarmos de servir a escravidão que nos oprime e mergulhemos na certeza da promessa que nos torna o Povo de Deus, povo poderoso porque tem por herança as terras de Sião, onde Deus em seu meio habita, antecipando assim, desde agora, o verdadeiro sonho como Canta Patti Smith em People have the power:

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