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Mãe

No próximo domingo (4º Domingo da Páscoa) celebraremos o dia das mães juntamente com um Conclave, que para a Igreja acaba simbolizando a Coroação da Mãe de Deus nos Céus (Rosário - 5º Mistério Glorioso), para um novo tempo. E as leituras do 4º Domingo da Páscoa, vêm nos apresentar esta Igreja do novo tempo, a Igreja do Pastor, que não faz acepção de pessoas... a Igreja de todos que nos falou São Paulo: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’” (Atos 13,46-47 - 4º Domingo da Páscoa - 07 mai. 2025). Nos últimos tempos a Igreja vem sofrendo turbulências de fé diante dos apelos do mundo que clama por uma Igreja moderna, cuja liturgia deve ser feita de acordo com os perfis sociais, assim se propõe que a Igreja cultue por exemplo: o deus ...

Eu te amo!

Estamos completando a subida das primeiras colinas na grande montanha, quase terminando o caminho das relvas, para começar o solo árido e pedregoso, e a alegria do Senhor nos invade, porque Ele não esquece jamais aqueles que o amam.

Foto: Myriams

E na celebração dominical de 23/02/2025, somos chamados a nos tornar adultos em espírito, isto é, termos a maturidade de saber administrar a Palavra de Deus, lembrando o que nos disse São Paulo, "tudo posso, mas, nem tudo me convém" (Coríntios, 6,12).
A Palavra nos apresenta a Leitura narrando a experiência de Davi sobre a oportunidade de matar o Rei Saul, ele pôde, mas não lhe foi conveniente. 
Mas a conveniência não se deu por um interesse pessoal de Davi, pois se fosse, seria conveniente que executasse o Rei Saul, mas sim, pela amizade com Deus, porque tendo todo o poder na mão, renunciou a si mesmo, para respeitar as obras criadas por Deus, no caso a unção do Rei de Israel.
Este pulso que nos leva à segurança em Deus, é a nossa consumação como "ser em espírito": 

45O primeiro homem, Adão, "foi um ser vivo".
O segundo Adão é um espírito vivificante.
46Veio primeiro não o homem espiritual,
mas o homem natural;
depois é que veio o homem espiritual.
47O primeiro homem, tirado da terra, é terrestre;
o segundo homem vem do céu.
48Como foi o homem terrestre,
assim também são as pessoas terrestres;
e como é o homem celeste,
assim também vão ser as pessoas celestes.
49E como já refletimos a imagem do homem terrestre,
assim também refletiremos a imagem do homem celeste (Coríntios, 15,45-49 - Liturgia Missal 7º Domingo do Tempo Comum - Ano C - Ímpar).

Quando alcançamos nossa maturidade no espírito, já não somos mais nós que agimos, mas Deus que age em nós, já não é o nosso interesse que prevalece, mas, tão somente o cumprimento da Palavra, formando-se na reunião dos amigos de Deus, o Reino de Sacerdotes.
Por isso fazer a vontade de Deus, significa renunciar a nossa própria vontade e fazer aquilo que nos parece reverso, como por exemplo, fazer o bem a quem nos distrata, renunciando a nossa vontade, ou fazer algo sem esperar que alguém nos pague de volta, pensando apenas na necessidade, isto é a maturidade do homem não mais da carne mas do espírito: Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo.

 27"A vós que me escutais, eu digo:
Amai os vossos inimigos
e fazei o bem aos que vos odeiam,
28bendizei os que vos amaldiçoam,
e rezai por aqueles que vos caluniam.
29Se alguém te der uma bofetada numa face,
oferece também a outra.
Se alguém te tomar o manto,
deixa-o levar também a túnica.
30Dá a quem te pedir
e, se alguém tirar o que é teu,
não peças que o devolva.
31o que vós desejais que os outros vos façam,
fazei-o também vós a eles.
32Se amais somente aqueles que vos amam,
que recompensa tereis?
Até os pecadores amam aqueles que os amam.
33E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem,
que recompensa tereis?
Até os pecadores fazem assim.
34E se emprestais
somente àqueles de quem esperais receber,
que recompensa tereis?
Até os pecadores emprestam aos pecadores,
para receber de volta a mesma quantia.
35Ao contrário, amai os vossos inimigos,
fazei o bem e emprestai
sem esperar coisa alguma em troca.
Então, a vossa recompensa será grande,
e sereis filhos do Altíssimo,
porque Deus é bondoso também
para com os ingratos e os maus
(Lucas, 6,27-35 - Liturgia Missal 7º Domingo do Tempo Comum - Ano C - Ímpar.

Conclusão:
Se crermos com firmeza de que há uma amor verdadeiro entre Deus e cada um de nós, somos capazes de superar todo o medo, medo esse que nos tornava escravos, mas que agora podemos confirmar que no lugar do medo, o amor de Deus nos sustenta! Amor que não falha nunca.
Cada vez que sentirmos uma dor, ou, um sofrimento, já não é mais a dor que prevalece, mas a certeza de que Deus está ao nosso lado, e que conhece as nossas necessidades, nos religando ao Espírito, homens em Espírito, como uma ponte que restaura nossa comunhão com Deus, como cantou Simon & Garfunkel Bridge Over Trouble Other.


 


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