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Mãe

No próximo domingo (4º Domingo da Páscoa) celebraremos o dia das mães juntamente com um Conclave, que para a Igreja acaba simbolizando a Coroação da Mãe de Deus nos Céus (Rosário - 5º Mistério Glorioso), para um novo tempo. E as leituras do 4º Domingo da Páscoa, vêm nos apresentar esta Igreja do novo tempo, a Igreja do Pastor, que não faz acepção de pessoas... a Igreja de todos que nos falou São Paulo: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’” (Atos 13,46-47 - 4º Domingo da Páscoa - 07 mai. 2025). Nos últimos tempos a Igreja vem sofrendo turbulências de fé diante dos apelos do mundo que clama por uma Igreja moderna, cuja liturgia deve ser feita de acordo com os perfis sociais, assim se propõe que a Igreja cultue por exemplo: o deus ...

A força do amor

Este é o último domingo da primeira fase, sob a liturgia do tempo da glorificação da Palavra, que fará uma pausa para o Tempo do Filho, do testemunho que consuma a libertação de tudo o que nos oprime. 
Para isso, consideramos nesta caminhada de 120 dias, que já criamos uma intimidade com Deus, no primeiro quarto de ano litúrgico, e, firmes na certeza da força de Deus a nosso favor, já não temos mais medo, por isso, somos convidados a imergirmos no Tempo do Filho, do testemunho incondicional da Palavra, cujo propósito é nos libertarmos do medo da morte.
Foto: Lorraine Cormier
E libertarmos de nossos medos, para assumirmos uma caminhada não mais como homens vacilantes, é a proposta do 8º Domingo do Tempo Comum, Ano C, como vemos na promessa do Salmo que nos diz:
 
R. Como é bom agradecermos ao Senhor.

2Como é bom agradecermos ao Senhor *
e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo!
3Anunciar pela manhã vossa bondade, *
e o vosso amor fiel, a noite inteira. R.

13O justo crescerá como a palmeira, *
florirá igual ao cedro que há no Líbano;
14na casa do Senhor estão plantados, *
nos átrios de meu Deus florescerão. R.
[Salmo 91 (92), 2-3.13-14 - Liturgia Missal 8º Domingo do Tempo Comum - Ano C - ímpar - 02 mar. 2025].
O mesmo juramento de Deus nos é trazido pelo Cântico de Zacarias, pai de São João Batista, quando nos diz:
–70 como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos,
–71 para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.
–72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa Aliança
–73 e o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos 74 que, libertos do inimigo,
= a ele nós sirvamos sem temor
75 em santidade e em justiça diante dele,
enquanto perdurarem nossos dias
(Lc 1,70-75).
Quando nos entregamos já sem medos, às promessas de Deus, não sentimos mais o peso da lei que nos oprimia naqueles tempos  quando vivíamos na gangorra de fazer o certo e o errado, mas passamos a viver tão somente no amor que nos inspira, pois, quando vivemos no amor superamos todas as leis:
Irmãos, 8não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo – pois quem ama o próximo está cumprindo a Lei. 9De fato, os mandamentos: “Não cometerás adultério”, “Não matarás”, “Não roubarás”, “Não cobiçarás”, e qualquer outro mandamento se resumem neste: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. 10O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei (Romanos, 13-8-10).
A clara diferença que nos é permitido vislumbrar nestes tempos, é que viver a lei é um artifício para fomentar o próprio egoísmo:
Dificilmente se deixa um hábito arraigado e ninguém de boa vontade renuncia ao seu modo de ver.
Se mais confias em tua razão e eu teu engenho que na virtude soberana de Jesus Cristo, raramente e tarde serás esclarecido; pois quer Deus que lhe sejamos inteiramente submissos e que abrasados de seu amor, nos elevemos acima de toda a razão humana (KEMPIS, 2000, p. 44).
Viver a lei é uma forma de escondermos da Justiça para podermos praticar livremente o pecado como nos fala São Paulo: 
56O aguilhão da morte é o pecado,
e a força do pecado é a Lei.
57Graças sejam dadas a Deus
que nos dá a vitória pelo Senhor nosso, Jesus Cristo
(Coríntios 15, 56-57 - Liturgia Missal 8º Domingo do Tempo Comum - Ano C - ímpar - 02 mar. 2025).
Quando mergulhamos na ilusão da plenitude do xadrez, isto é, do mundo restrito ao preto e branco, à lei do certo e do errado, perdemos a equidade, e passamos a cometer injustiças, e agimos como pessoas incoerentes, que falam da plenitude da certeza do correto, mas cheios de máculas da injustiça e iniquidade:
Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão,
e não percebes a trave que há no teu próprio olho?
42Como podes dizer a teu irmão:
irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho,
quando tu não vês a trave no teu próprio olho?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho,
e então poderás enxergar bem
para tirar o cisco do olho do teu irmão
(Lucas 6, 41-42 - Liturgia Missal 8º Domingo do Tempo Comum - Ano C - ímpar - 02 mar. 2025).
Conclusão:
Permanecemos puramente mergulhados na promessa de Deus, que jurou a Abrahão de nos libertar do nosso opressor para que vivamos sem temor, para isso, abandonemos a lei do certo e do errado e abracemos o amor que nos traz a sabedoria, pois é pela sabedoria que somos capazes de alcançar a plenitude da justiça.
Que possamos sentir a suavidade do amor e segurança da vida que é plena, como nos é ensinado em seus preceitos:
12A sabedoria comunica a vida a seus filhos
e acolhe os que a procuram.
13Os que a amam, amam a vida;
os que a procuram desde manhã cedo,
serão repletos de alegria pelo Senhor.
14Quem a ela se apega, herdará a glória;
para onde for, Deus o abençoará.
15Os que a veneram, prestam culto ao Santo;
pois Deus ama os que a amam.
16Quem a escutar, julgará as nações;
quem a ela se dedicar, viverá em segurança.
17Se alguém confiar nela,
vai recebê-la em herança;
e na sua posse continuarão seus descendentes.
18No começo, ela o acompanha por caminhos contrários,
19trazendo-lhe temor e tremor;
começa a prová-lo com a sua disciplina,
até que ele a tenha em seus pensamentos
e nela deponha sua confiança.
20Então voltará a ele em linha reta,
o confirmará e lhe dará alegria,
21lhe revelará os seus segredos
e lhe dará o tesouro da ciência
e da compreensão da justiça.
22Se, porém, se desviar, ela o abandonará
e o entregará às mãos de seu inimigo
(Eclesiástico 4, 12-22 - Liturgia Missal 7º Semana do Tempo Comum - Ano C - ímpar - 26 fev. 2025).
Ao nos tornarmos amigos da Sabedoria, ela nos conduz pelas veredas do amor e já não mais precisamos da lei, pois, ela abre as nossas visões sobre o jeito do amor  tocar os pés nos chão alcançando as estrelas, como cantou Roupa Nova em A força do amor.


 

Referências:

KEMPIS, Tomas. Imitação de Cristo. São Paulo:Paulus, 2000.


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