Seguimos para o 5º Domingo do Tempo Comum, tempo a glorificação da Palavra, porque Deus agiu em nossas vidas de verdade, nos sustentou no momento em que estivemos desprovidos de recursos, nos protegeu quando estávamos em risco de morrer por escolhas erradas, nos salvou, quando estavamos refém daqueles a quem servimos, e, nos guarda com seus braços.
R. Vou cantar-vos, ante os anjos, ó Senhor,
e ante o vosso templo vou prostrar-me.
1Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, *
porque ouvistes as palavras dos meus lábios!
Perante os vossos anjos vou cantar-vos *
2ae ante o vosso templo vou prostrar-me. R.
bEu agradeço vosso amor, vossa verdade, *
cporque fizestes muito mais que prometestes;
3naquele dia em que gritei, vós me escutastes *
e aumentastes o vigor da minha alma. R. [Salmo 137 (138), 1-3] - Liturgia Missal do 5º DTC - Ímpar].
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| Foto: Pexels |
A celebração desse Domingo, nos convida a formar no íntimo de nós, a certeza de que o Espírito de Deus repousa em cada um de nós, porque temos muita dificuldade em acreditar, mesmo recebendo os benefícios de Deus, constatando com nossos próprios olhos, e, mesmo professando com nossos lábios Deus, eu creio; permanecemos cheios de medo, porque ainda não acreditamos:
É que o espanto se apoderara de Simão
e de todos os seus companheiros,
por causa da pesca que acabavam de fazer.
10 Tiago e João, filhos de Zebedeu,
que eram sócios de Simão, também ficaram espantados.
Jesus, porém, disse a Simão:
"Não tenhas medo! (Lucas 5,9-10 - Liturgia Missal do 5º DTC - Ímpar).
O Senhor, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e o próprio Jesus Cristo, nos ensinou uma maneira de desenvolvermos a nossa fé, quando nos disse: "eu vos digo antes, para quando acontecer você acredite", e para nós hoje, quando acontece as coisas, olhamos para as palavras que nos foram ditas lá atrás, acreditamos, nos fazendo perceber que há um tempo entre a Palavra e o acontecimento da promessa.
Esse intervalo entre a Palavra e o acontecimento que podemos perceber, se dá porque enquanto não temos a graça necessária, ainda que caminhando com Ele, não somos capazes de ver Deus, ou, não podemos ver Deus.
Isso nos é mostrado pela mesma dificuldade de acreditar do Povo de Deus no deserto, quando Moisés vivendo a dificuldade da rebeldia deles, pediu a Deus só um sinalzinho da sua glória.
Mas, quando nos tornamos íntimos de Deus, a Sua graça se torna parte de nós, e o seu espírito repousa sobre cada ato do nosso viver, é quando então, nós nos tornamos capazes de ver Deus face a face:
7Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, *
atendei por compaixão!
8aMeu coração fala convosco confiante. *
e os meus olhos vos procuram. R.
bSenhor é vossa face que eu procuro; *
Não me escondais a vossa face! [Salmo 26 (27), 7-8 - Liturgia Missa 26ª Semana do Tempo Comum - Ano B - Par, 03 ou. 2024).
No esplendor dessa amizade, o Senhor então nos mostra, o mesmo tempo em que a Palavra é dita e acontece, a grandeza da sua santidade é tão forte para nós ameaçando até nos matar, ao nos fazer reconhecer a nossa indignidade:
1 No ano da morte do rei Ozias,
vi o Senhor sentado num trono de grande altura;
o seu manto estendia-se pelo templo.
2aHavia serafins de pé a seu lado;
cada um tinha seis asas.
3Eles exclamavam uns para os outros:
"Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos;
toda a terra está repleta de sua glória".
4Ao clamor dessas vozes,
começaram a tremer as portas em seus gonzos
e o templo encheu-se de fumaça.5Disse eu então: 'Ai de mim, estou perdido!
Sou apenas um homem de lábios impuros,
mas eu vi com meus olhos o rei,
o Senhor dos exércitos". (Isaías 6, 1-5 - Liturgia Missal do 5º DTC - Ano - C - Ímpar).
Assim, também, do mesmo modo, com Simão Pedro:
8Ao ver aquilo,
Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo:
"Senhor, afasta-te de mim,
porque sou um pecador!"
9É que o espanto se apoderara de Simão
e de todos os seus companheiros,
por causa da pesca que acabavam de fazer (Lucas 5, 8-9 - Liturgia Missal do 5º DTC - Ano C - Ímpar).
É maravilhoso, e grandioso, é essa qualidade de vida que Deus nos promete, é o desejo de ver a face de Deus que nós somos convidados a geminar como um sentimento contínuo dentro de cada um de nós, a cada dia, e assim possamos dar graças e louvores a cada momento:
bEu agradeço vosso amor, vossa verdade, *
cporque fizestes muito mais que prometestes;
3naquele dia em que gritei, vós me escutastes *
e aumentastes o vigor da minha alma. R. [Salmo 137 (138), 1-3] - Liturgia Missal do 5º DTC - Ímpar].
É nesse viver abundante que São Paulo, nos exorta a permanecermos na graça de ter a certeza da presença viva de Deus presente em nós, ou, vivermos uma fé vã, repetindo o que fizeram nossos pais no deserto:
Quero lembrar-vos, irmãos,
o evangelho que vos preguei e que recebestes,
e no qual estais firmes.
2Por ele sois salvos,
se o estais guardando
tal qual ele vos foi pregado por mim.
De outro modo, teríeis abraçado a fé em vão.
10É pela graça de Deus que eu sou o que sou.
Sua graça para comigo não foi estéril:
a prova é que tenho trabalhado
mais do que os outros apóstolos
- não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo.
11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado
e é isso o que crestes. (Coríntios, 15, 1-2.10-11 - Liturgia Missal do 5º DTC - Ano C - Ímpar).
Conclusão
Hoje mesmo vendo não acreditamos, e isso não é retórica, e fato, pois até Maria quando viveu a Palavra e o acontecimento ao mesmo tempo ficou confusa, porque a graça de Deus é algo fora do comum:
"Alegra-te, cheia de graça,
o Senhor está contigo!"
hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer.
Se a poucos domingos falávamos que as mudanças estão acontecendo e as festas já não são iguais, os carnavais já não são os mesmos, o Espírito falou nele ha 50 anos dizendo.
Nunca mais meu pai falou: "She's leaving home",
e meteu o pé na estrada, "Like a Rolling Stone..."
Nunca mais eu convidei minha menina,
para correr no meu carro...(loucura, chiclete e som).
Nunca mais você saiu a rua em grupo reunido
O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, quero cartaz.
E a exemplo de São Paulo, para que possamos ver que de fato acontece, Deus derramou seu Espírito sobre Belchior que nos exorta a não mais viver a escuridão do corvo, do black bird, nos dizendo: never, never, never, nunca mais, porque somos hoje novos homens, e tudo ficou para trás.

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