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Mãe

No próximo domingo (4º Domingo da Páscoa) celebraremos o dia das mães juntamente com um Conclave, que para a Igreja acaba simbolizando a Coroação da Mãe de Deus nos Céus (Rosário - 5º Mistério Glorioso), para um novo tempo. E as leituras do 4º Domingo da Páscoa, vêm nos apresentar esta Igreja do novo tempo, a Igreja do Pastor, que não faz acepção de pessoas... a Igreja de todos que nos falou São Paulo: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. 47Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’” (Atos 13,46-47 - 4º Domingo da Páscoa - 07 mai. 2025). Nos últimos tempos a Igreja vem sofrendo turbulências de fé diante dos apelos do mundo que clama por uma Igreja moderna, cuja liturgia deve ser feita de acordo com os perfis sociais, assim se propõe que a Igreja cultue por exemplo: o deus ...

As razões do viver

Para a próxima semana somos desafiados a iniciar nossos trabalhos sobre o sentido da existência de cada um de nós, o mesmo que nos leva muitas vezes à questionar: "afinal, o que Deus quer de mim?" Se pensarmos em tudo o que nos cria a motivação na vida agora, e mergulharmos com profundidade nessas razões, chegaremos a conclusão de que tudo nasceu de um sonho, que por ser essencial à nossa existência, nós nos recusamos a abrir mão dele, porque nos mantém presos à essa quase loucura cuja o self, ou, a ideia, nos constrói como pessoa diariamente: Esse anseio profundo e irrestível por significado e a angústia quando o perdemos dão uma vaga ideia dos parâmetros e propósitos da alma. Como o candidato ao Prêmio Nobel André Malraux escreveu em The walnut trees os Altenbug : 'O maior mistério não é termos sido atirados ao acaso entre a profusão da terra e a galáxia de estrelas, mas que nessa prisão possamos formar imagens suficientemente poderosas de nós para negar nossa falta de ...

Viver e sonhar

O mundo caminha no momento, para a cultura da indiferença e do egoísmo, um movimento violento no sentido de que cada um deve defender o que tem. O mais forte diz que o mais fraco é um fardo para ele, e assim, o mais fraco, por não ter nada o que dar, precisa se tornar escravo do mais forte, retroagindo a humanidade, como já acontecia nos tempos feudais. Mas, se nós temos esperança de que o Mundo seja melhor do que isso, a pergunta que nos resta para o momento é "o que o meu trabalho contribui para melhorar isso?" ou, "onde o meu projeto de vida, ajuda a criarmos um mundo melhor?" Foto: Gennaro Leonardi Para respondermos essas perguntas, precisamos saber quais são os princípios que nós aplicamos no dia a dia de nossas vidas, ao trabalharmos duramente, seis dias por semana.  O princípio que rege a cultura da indiferença e do egoísmo é o da autossuficiência, provindo dos próprios pensamentos humanos, e o princípio que rege um mundo de harmonia, paz e justiça é a Verdad...

A força do amor

Este é o último domingo da primeira fase, sob a liturgia do tempo da glorificação da Palavra, que fará uma pausa para o Tempo do Filho, do testemunho que consuma a libertação de tudo o que nos oprime.  Para isso, consideramos nesta caminhada de 120 dias, que já criamos uma intimidade com Deus, no primeiro quarto de ano litúrgico, e, firmes na certeza da força de Deus a nosso favor, já não temos mais medo, por isso, somos convidados a imergirmos no Tempo do Filho, do testemunho incondicional da Palavra, cujo propósito é nos libertarmos do medo da morte. Foto: Lorraine Cormier E libertarmos de nossos medos, para assumirmos uma caminhada não mais como homens vacilantes, é a proposta do 8º Domingo do Tempo Comum, Ano C, como vemos na promessa do Salmo que nos diz:   R. Como é bom agradecermos ao Senhor. 2Como é bom agradecermos ao Senhor * e cantar salmos de louvor ao Deus Altíssimo! 3Anunciar pela manhã vossa bondade, * e o vosso amor fiel, a noite inteira. R. 13O justo crescerá ...

Eu te amo!

Estamos completando a subida das primeiras colinas na grande montanha, quase terminando o caminho das relvas, para começar o solo árido e pedregoso, e a alegria do Senhor nos invade, porque Ele não esquece jamais aqueles que o amam. Foto: Myriams E na celebração dominical de 23/02/2025, somos chamados a nos tornar adultos em espírito, isto é, termos a maturidade de saber administrar a Palavra de Deus, lembrando o que nos disse São Paulo, "tudo posso, mas, nem tudo me convém" (Coríntios, 6,12). A Palavra nos apresenta a Leitura narrando a experiência de Davi sobre a oportunidade de matar o Rei Saul, ele pôde, mas não lhe foi conveniente.  Mas a conveniência não se deu por um interesse pessoal de Davi, pois se fosse, seria conveniente que executasse o Rei Saul, mas sim, pela amizade com Deus, porque tendo todo o poder na mão, renunciou a si mesmo, para respeitar as obras criadas por Deus, no caso a unção do Rei de Israel. Este pulso que nos leva à segurança em Deus, é a nossa c...

Difícil de acreditar

Estamos nos aproximando da 2ª quinzena de fevereiro,  6º Domingo do Tempo Comum, e a lição que a vida nos apresenta, é a de que escolhemos confiar no homem, e por isso, não temos os favores de Deus, como apresentado pelo Profeta Jeremias: 5Isto diz o Senhor: "Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada (Jeremias, 17,5-6 - Liturgia Missal - 6º DTC - Ano C - Ímpar - 16 fev. 2025). Fazemos esta leitura sem sentir qualquer constrangimento da nossa parte ao  depositar nossa confiança no homem, como se as Palavras do Profeta não tivessem nada a ver conosco. Para esclarecer melhor, vou descrever abaixo uma situação que muito evidencia a nossa escolha de confiar no próprio homem, que aconteceu esta semana, no dia 07/02/2025. Uma cliente me ligou desesperada porque todo o salár...

A incrível visão do tempo

Seguimos para o 5º Domingo do Tempo  Comum, tempo a glorificação da Palavra, porque Deus agiu em nossas vidas de verdade, nos sustentou no momento em que estivemos desprovidos de recursos, nos protegeu quando estávamos em risco de  morrer por escolhas erradas, nos salvou, quando estavamos refém daqueles a quem servimos, e, nos guarda com seus braços. R. Vou cantar-vos, ante os anjos, ó Senhor, e ante o vosso templo vou prostrar-me. 1Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, * porque ouvistes as palavras dos meus lábios! Perante os vossos anjos vou cantar-vos * 2ae ante o vosso templo vou prostrar-me. R. bEu agradeço vosso amor, vossa verdade, * cporque fizestes muito mais que prometestes; 3naquele dia em que gritei, vós me escutastes * e aumentastes o vigor da minha alma. R. [Salmo 137 (138), 1-3] - Liturgia Missal do 5º DTC - Ímpar]. Foto: Pexels A celebração desse Domingo, nos convida a formar no íntimo de nós, a certeza de que o Espírito de Deus repousa em cada um de nós, p...

A arte de saber escolher

Estamos entrando em uma estrada de núvens espessas, mesmo percebendo isso, fingimos que não é com a gente, e nos esforçamos, para manter tudo normal, vemos as pessoas que acordam cedo, trabalham duro a semana inteira, e passam a vida esperando criar algum patrimônio para ter uma segurança financeira, mas elas não percebem o vazio de suas vidas que torna a maior parte do percurso dores: Setena anos é o tempo da nossa vida, oitenta anos, se ela for vigorosa. E a maior parte deles é fadiga inútil, pois passam depressa e nós voamos [Salmo 89 (90), 10]. O Senhor nos disse antes e podemos ver agora alguns sinais dessas dores pela estrada, quando meditávamos o 2º DTC, em que caiu Babilônia, no 3º Domingo vimos o desesperos dos ricos querendo salvar seu dinheiro, e para isso, não estão pensando duas vezes em matar quem estiver à sua frente, sob a teoria da supremacia dos espertos, que na sua avidêz, julga o pobre como a desgraça que superpovoa a Terra. Estão alucinados ao verem o seu deus dinh...